O nome do blog é retirado de uma estrofe do Hino da Madeira, o que indicia, desde logo, a minha matriz política de origem madeirense.

.posts recentes

. POLÍTICA E FUTEBOL

. A INEVITÁVEL VITÓRIA DA V...

. A INEVITÁVEL VITÓRIA DA V...

. EM DEFESA DA VIDA - CONTR...

. RUI RIO FADADO PARA VENCE...

. PERFIL DO NOVO LÍDER DO P...

. O SORRISO DOS POLÍTICOS (...

. O SORRISO DOS POLÍTICOS (...

. ZONA FRANCA – “AUTOEUROPA...

. HELICÓPTEROS “CLANDESTINO...

.arquivos

. Setembro 2018

. Junho 2018

. Março 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Maio 2017

. Março 2017

. Janeiro 2017

. Novembro 2016

. Setembro 2016

. Julho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Setembro 2015

. Maio 2015

. Fevereiro 2015

. Julho 2014

. Maio 2014

. Dezembro 2013

. Junho 2013

. Abril 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Julho 2012

. Maio 2012

. Março 2012

. Novembro 2011

. Setembro 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Março 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Maio 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Junho 2009

. Abril 2009

. Março 2009

Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013

IN MEMORIAM

 A quadra de Natal e Fim de Ano ficou marcada por um triste acontecimento: o meu colega e amigo António Marques Júnior, sem que nada o fizesse prever, deixou de estar, fisicamente, entre nós.

 

O António Marques Júnior foi meu colega na Assembleia da República durante duas décadas e éramos amigos. Ao longo desse período, fomos membros da Comissão de Defesa, do Conselho Superior de Defesa Nacional e da Delegação Portuguesa à Assembleia Parlamentar da NATO. Apesar da diferente opção partidária, era significativa a comunhão de princípios e valores e a coincidência de pontos de vista sobre as questões da política, da família e da sociedade, que eram objecto das nossas conversas. O Marques Júnior era um interlocutor atento, solidário e preocupado. Sentia os problemas e as adversidades dos outros como se fossem próprias. Apesar da relevância do seu percurso de vida, impressionava a simplicidade e cordialidade com que lidava com a generalidade das pessoas e, em especial, com os mais humildes. Ele próprio era humilde e generoso na relação com os seus subordinados e sempre muito sensível aos seus problemas  pessoais, familiares ou de trabalho. No exercício das funções públicas que foi chamado a exercer, era exigente, rigoroso, competente, empenhado e simultaneamente compreensivo, tolerante e amigável. Era de uma honestidade à prova de bala, quer no domínio das ideias, quer no respeitante a dinheiros públicos, chegando mesmo a ser escrupuloso, a ponto de prescindir de direitos e regalias, que nada tinham de ilegal ou imoral, só para afastar de si qualquer razão de suspeita ou crítica que pudesse pôr em causa a dignidade e transparência com que devem ser exercidos os cargos públicos. A sua formação militar levava-o a encarar com particular exigência as questões de honra, de tal modo que quando estavam em causa a sua honra ou os princípios e valores em que acreditava não hesitou em renunciar aos cargos e funções que exercia.

 

Por detrás deste acervo de valores e qualidades, com destaque para o amor que nutria pela  sua Família, António Marques Júnior era um homem preocupado e, em certos momentos, mesmo amargurado com a realidade que o cercava e de que durante tantos anos foi protagonista. No período que se seguiu ao 25 de Abril de 1974, nomeadamente como membro do Conselho da Revolução, perante desvarios e excessos, apesar da sua juventude, foi um factor de moderação e de equilíbrio, sendo permanente o seu contributo para a consolidação da democracia e da liberdade e para a realização da Justiça. Depois, como deputado e como Presidente do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República, seguiu a mesma linha de isenção, rigor e justiça e, por isso, quer na complexa vivência partidária, quer no criptomundo dos Serviços de Informações, viu-se confrontado com situações que lhe causaram profunda dialéctica interior e alguma amargura. Não que ele se queixasse, mas que os seus próximos, familiares e amigos verdadeiros, sentiam e eram com ele silenciosamente solidários. Estavam em causa domínios em que não é fácil ser frontal e genuíno e onde a verdade, a imparcialidade e a coerência são virtudes raras.

 

A mais valiosa herança que nos deixa é a do seu exemplo de vida: como pessoa, como marido e como pai, como cidadão, como colega, como amigo, como representante do Povo, como militar. “Ditosa Pátria que tais filhos tem”!

 

Publicado na edição do Jornal da Madeira do dia 16 de Fevereiro de 2013

publicado por domaràserra às 16:41
link do post | comentar | favorito

.Manuel Correia de Jesus

.pesquisar

 

.Setembro 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
25
26
27
28
29
30
blogs SAPO

.subscrever feeds