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Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2018

PERFIL DO NOVO LÍDER DO PSD

Artigo de opinião publicado na edição do JM de 13 de Janeiro de 2018

 

  1. Tomada de posição pública

Mais de trinta anos de militância activa, durante os quais exerci cargos de responsabilidade partidária e também funções parlamentares e governativas, constituem-me na obrigação de tomar posição sobre a próxima eleição do novo líder do PSD, sem, no entanto me envolver na disputa entre os dois candidatos que já se encontram no terreno. Limitar-me-ei a caracterizar o que penso dever ser o perfil do novo líder do PSD, nas actuais circunstâncias.

  1. Que seja um patriota

A primeira condição é que seja um patriota. Isto é, que conheça e sinta a Nação Portuguesa em toda a sua plenitude. Que pela sua mundividência, seja capaz de apreender as aspirações profundas do Povo Português e erigi-las em desígnio nacional, mobilizador das energias dos cidadãos e das suas organizações sociais, económicas, culturais e recreativas. Que, em cada momento, seja capaz de olhar para Portugal no seu todo e não apenas para a faixa continental. Que seja sensível à existência de duas Regiões Autónomas, que são parte integrante da Nação Portuguesa. Que saiba que quase metade da população portuguesa vive dispersa pelos cinco continentes e que esses portugueses, através das suas Comunidades, afirmam e dignificam a presença de Portugal no Mundo. Que tenha a noção de que a Pátria Portuguesa assenta em instituições basilares, como a Família, as Forças Armadas, as Universidades, as Igrejas, nomeadamente a Igreja Católica, as Misericórdias, e se mostre capaz de, uma vez no governo, defendê-las e valorizá-las. Que coloque em primeiro lugar a defesa e divulgação da Língua Portuguesa e que tenha orgulho na nossa História. Que perceba e potencie os eixos estratégicos da nossa política externa, nas vertentes europeia, lusófona e transatlântica. Em suma, que seja um Político, que tenha dimensão de homem de Estado.

  1. Que seja um social-democrata

O segundo requisito do novo líder é que, do ponto de vista ideológico, seja um social-democrata, na linha da tradição e da acção dos líderes históricos do PSD, quer ao nível nacional, quer ao nível autonómico. Que acredite na perenidade do ideal social-democrata, síntese de liberdade, iniciativa privada e intervenção reguladora do Estado. Que se afirme pela defesa dos princípios e valores da social-democracia, imortalizados no hino do PSD, através da tetralogia “Paz, Pão, Povo e Liberdade”. Que aceite, como método de actuação, o reformismo, a tolerância e o pragmatismo. Que encare o PSD como um partido baseado na dignidade da pessoa humana, interclassista e intergeracional.

  1. Que tenha carisma

A terceira condição, é que o novo líder tenha qualidades pessoais de liderança. Antes de mais, um forte carisma, que seja capaz de mobilizar as bases do Partido e o povo português para um projecto de ruptura com a política espectáculo e com todo o tipo de condicionamento e instrumentalização de órgãos de comunicação social e de grandes empresas, com vista à manutenção do poder. Um projecto que enfrente, de forma estruturada, os grandes problemas nacionais: o desemprego, o endividamento, a estagnação económica, a pobreza e a injustiça fiscal. Um projecto que assegure a independência dos tribunais perante o poder político e crie condições de uma justiça pronta, sem deixar de ser “justa”. Um projecto que se baseie numa visão integrada do país, esbatendo assimetrias e desigualdades, combatendo a desertificação do interior e atenuando o défice demográfico. Um projecto que pacifique as escolas e advogue um sistema de ensino baseado no rigor, na exigência e na autoridade e competência dos professores e dos órgãos de gestão escolar. Um carisma capaz de fazer ver aos portugueses que a estagnação e o imobilismo gerados por uma opção governativa de esquerda não garantem a solução dos problemas do país, nem um futuro melhor para os portugueses. Que as energias da Nação se devem soltar para construir um Portugal mais livre, mais próspero, mais evoluído. Um carisma gerador de confiança e auto-estima, que privilegie o trabalho e o mérito.

  1. Que seja um autonomista

Um líder que tenha cultura política. Que, nomeadamente, saiba o que é a autonomia regional. Que saiba que em Portugal há duas Regiões Autónomas. Que não confunda uma Região Autónoma com um qualquer distrito do Continente, tal como fazem os inimigos da Autonomia. Que tenha, na teoria e na prática, sido coerente com a orientação permanente e continuada do PSD, como Partido da Autonomia. Que interprete correctamente os princípios da subsidiariedade, da solidariedade, da coesão social e territorial, de acordo com a Constituição e o Tratado da União Europeia. Que conheça e alguma vez tenha sentido os custos da insularidade, que estão na base do conceito de Regiões Ultraperiféricas, e se proponha defender a densificação progressiva desse conceito de modo favorável às Regiões Autónomas. E, por fim, que pratique a autonomia e que não a use apenas para fins eleitoralistas.

  1. Que tenha carácter e seja credível

Finalmente, um líder que tenha um carácter bem formado. Que preze a verdade, que seja leal, honesto e generoso. Que seja genuíno e autêntico, que acredite sinceramente no que diz aos portugueses. Que não seja tacticista, nem perverso. E que seja credível.

Só com tais características é que o novo líder do PSD merecerá a confiança dos militantes, unirá o Partido e ganhará Portugal.

 

publicado por domaràserra às 12:33
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