O nome do blog é retirado de uma estrofe do Hino da Madeira, o que indicia, desde logo, a minha matriz política de origem madeirense.

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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Autonomia ausente da Fonte do Bispo

Artigo de Opinião

publicado em 28 de Agosto de 2009

in "Jornal da Madeira"

 

Não vi Sócrates na Madeira e o que soube da festa do PS-M, na Fonte do Bispo, foi através do que os jornais publicaram. Segundo estes, usaram da palavra o líder da JS-M, Orlando Fernandes, o candidato Bernardo Trindade, o líder do PS-Madeira, João Carlos Gouveia, e o secretário-geral do PS, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa. Apesar da parangona de certo matutino –“Muita promessa e não ao insulto”–, o que se ouviu de todos os intervenientes foi um rol de críticas, directas ou indirectas, nominadas ou não, a Alberto João Jardim e ao PSD-M.

Sócrates mostrou, mais uma vez, que não é capaz de adaptar o discurso às circunstâncias. Veio à Fonte do Bispo fazer uma intervenção igual às inúmeras que tem andado a debitar desde que deixou de ser primeiro-ministro, desde que deixou o País sem governo e se tem dedicado apenas a fazer campanha eleitoral. Tem sido assim desde a pré-campanha para as europeias, em que se envolveu pessoalmente, escolheu o cabeça de lista e sofreu uma humilhante derrota. Nos últimos quatro meses e meio, Portugal tem estado sem governo, o País anda à deriva - sem que, aparentemente, ninguém se rale com isso! O governo da propaganda virou propaganda do primeiro-ministro, feita por ele e pelos seus ministros. É um corrupio de adjudicações (algumas ilegais), de inaugurações de primeiras pedras (em fim de mandato), de eventos e mais eventos de propaganda socialista à custa do erário público, a que não têm faltado os encontros com empresários arregimentados à força, que se mostram fascinados (?) com os conhecimentos económicos de Sócrates…

Pois, na Fonte do Bispo, Sócrates não foi capaz de falar sobre nada que dissesse respeito à Madeira ou aos madeirenses. Do ponto de vista regional, o discurso de Sócrates foi um zero absoluto – aliás, como era de esperar do chefe do governo da região do Continente! Sobre a parte do programa eleitoral do PS respeitante às Regiões Autónomas, nem uma palavra. E essa matéria é que deveria ter constituído o objecto do seu discurso. E não foi, de tão pobre que é e também porque Sócrates não arrisca falar de Autonomia, porque disso nada sabe, como o demonstra o facto de, durante quatro anos e meio de exercício da função de primeiro-ministro, nada ter dito sobre a matéria. De facto, Sócrates não sabe, não sente, nada tem a dizer aos madeirenses e portossantenses. Valeu-lhe a boa memória para papaguear os pseudo-êxitos do seu governo e fazer mais algumas promessas (leia-se “mentiras”!). Aliás, a mentira sistemática, que tem sido timbre da sua (des)governação, fê-lo cair em completo descrédito, que já ninguém liga ao que ele diz.

Porém, Sócrates, que além de mentiroso também é perverso, teve o topete de, no seu discurso “cassetiano”, certamente inspirado por um dos seus “teólogos de Belzebu” – Silva Pereira ou Santos Silva – afirmar, segundo os jornais: “Há um partido que anda sempre a falar de verdade… eu sempre desconfiei dos fariseus que pregam a moral e não a praticam em casa”. Claro que Sócrates não terá apreendido completamente o alcance da mensagem evangélica que terá sugerido as suas palavras, mas, em todo o caso, o que é surpreendente e inadmissível é que Sócrates tenha ousado falar de moral e de coerência, quando toda a sua vida política tem sido um permanente atentado à ética e uma clara desconformidade entre o discurso e a prática. Que o digam António Barreto, Medina Carreira, Manuel Alegre e os alegristas saneados das listas de candidatos do PS e tantos outros!

Mas, além de Sócrates, na festa do PS-M, falaram três madeirenses com responsabilidades políticas: o líder da JS-M, o cabeça da lista do PS pelo círculo da Madeira e o líder do PS-M. É curioso e sintomático que, nesse mar de palavras, não tenha sido proferida uma única vez a palavra “autonomia”. De facto, a Autonomia não foi à festa da Fonte do Bispo. A Autonomia não mora lá. Chamaram-lhe “Festa da Liberdade”. Só que a palavra “liberdade”, na boca dos centralistas, em relação à Madeira e a nós madeirenses, quer dizer colonialismo.

 

 

publicado por domaràserra às 17:16
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