O nome do blog é retirado de uma estrofe do Hino da Madeira, o que indicia, desde logo, a minha matriz política de origem madeirense.

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Quarta-feira, 1 de Junho de 2011

A HERANÇA DE SÓCRATES (I)*


Publicado na edição do Jornal da Madeira do dia 15 de Maio de 2011


 

1.   Introdução

Recuso-me a aceitar que ainda haja alguém que ache que Sócrates está politicamente vivo. Conhecendo-o há mais de duas décadas, sempre considerei que Sócrates nunca devia ter nascido para a política e que, em circunstância alguma, lhe poderia ser confiado qualquer cargo de responsabilidade na governação do país, de uma câmara municipal ou de uma freguesia. Tratava-se de uma exigência de sanidade mental.

Mais grave, porém, e inconcebível, é que o próprio continue a admitir não só que não está morto, mas que ainda tem futuro político. E que nessa veleidade se encontre acompanhado por um número significativo de portugueses.

Para mim, e espero que para a grande e esmagadora maioria dos Portugueses, Sócrates está politicamente morto e enterrado. Daí que só faça sentido falar da sua herança. A respeito desta, abordarei primeiro, num ponto prévio, o carácter do “defunto” e, depois, farei a relação, não dos bens, mas dos males da herança.



2.   O carácter de Sócrates

Como já escrevi neste Jornal, entendo que o carácter corresponde ao eu intrínseco de cada pessoa e que, como tal, é indivisível. Aqueles que o negam, apenas querem legitimar condutas que, do ponto de vista ético, são inaceitáveis. É certo que todos nós temos defeitos e cometemos faltas, mas o que não podemos admitir é que quem tem responsabilidades políticas possa furtar-se a elas com o argumento de que em dada situação concreta não actuava como político, mas como cidadão comum. Ou que se permita na sua vida privada comportamentos ilícitos ou eticamente condenáveis e pretenda que tais comportamentos nada têm a ver com o exercício do cargo público em que está investido. É esta dualidade de critérios e de juízos, é este desdobramento de personalidade, que não podemos aceitar, sob pena de cairmos num relativismo ético, em que praticamente tudo é permitido, desculpável e justificável.

Ao político, e à sua pessoa, exigem-se verdade, honestidade, lealdade, seriedade, competência, devoção à causa pública, espírito de sacrifício, capacidade de trabalho, generosidade e transparência, humildade e tolerância. Exigem-se, em suma, um carácter recto e uma personalidade bem formada. É por isso que Sócrates nunca deveria ter nascido para a política, nunca deveria ter assumido responsabilidades de governo, muito menos de primeiro-ministro. O seu percurso pessoal e político ilustra de forma abundante e irrefutável o que não deve ser um político. De facto, o Sócrates politicamente perverso, mentiroso, tacticista e ilusionista é o mesmo que iludiu a universidade acerca do seu curso, que assinou projectos que não eram seus, que enriqueceu de forma enigmática – sério na política só pode empobrecer…-, que se envolveu em processos de contornos nunca completamente esclarecidos, como o do Freeport ou da Face Oculta, que pressionou e beneficiou da cumplicidade e complacência das mais altas instâncias judiciais, que atemorizou e ameaçou órgãos de comunicação social, que cerceou a liberdade de expressão e o pluralismo de informação, que condicionou bancos e empresas estratégicas, que colocou os seus homens (e mulheres) de mão nos lugares chaves da Administração Pública, que negociou com ditadores, que conspirou contra o Presidente da República, que manipulou de forma despudorada a opinião pública, que instrumentalizou dinheiros públicos para fins político-partidários…, que conduziu o nosso país ao colapso financeiro e económico e ao caos. E em todas estas situações está a mesma pessoa, está o mesmo indivíduo, com um projecto de poder pessoal, que nada tem a ver com os interesses de Portugal, com a situação dos mais desfavorecidos, com o tão apregoado Estado Social, mas tão só com a manutenção do poder a todo custo e, hoje, também com o benefício das regalias e imunidades que o poder lhe proporciona.


 

Alguém nestas condições, com este “currículo”, com estas responsabilidades históricas, ter-se-ia recandidatado ao lugar de primeiro-ministro? Só um louco! Alguém, no seu perfeito juízo, poderá escolher este indivíduo para chefe de governo do seu país? Alguém, tendo a possibilidade de afastar de vez este indivíduo da cena política portuguesa, vai ficar em casa no próximo dia 5 de Junho?

Num país civilizado e normal, Sócrates nunca teria sido primeiro-ministro. Ele não é pessoal nem politicamente digno. Os Portugueses não podem confiar nele. Ele está morto. Por favor, não o ressuscitem!

* A Herança de Sócrates continua. O tema do próximo artigo será “A modernidade de Sócrates”.

publicado por domaràserra às 10:04
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