O nome do blog é retirado de uma estrofe do Hino da Madeira, o que indicia, desde logo, a minha matriz política de origem madeirense.

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Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

DESTROÇOS DE GUERRA

Artigo publicado na edição do Jornal da Madeira do dia 29 de Outubro de 2011

 

 

 

1.      Nova maioria absoluta do PSD-M

 

Ao longo de trinta e cinco anos de autonomia política, o PSD-Madeira averbou quarenta e cinco vitórias, todas com maioria absoluta, a última das quais no dia 9 de Outubro de 2011. Os números indiciam que esta terá sido a menos absoluta de todas as maiorias alcançadas pelo PSD-M. Mas, por vezes, os números, na sua objectividade, são enganadores. É que as circunstâncias em que foram disputadas as últimas regionais da Madeira levam-me a reconhecer que esta foi a maior, a mais significativa vitória obtida pelo PSD-M. A vitória do dia 9 de Outubro foi obtida contra tudo e contra todos. Nesse dia memorável o PSD-M não só obteve mais uma maioria absoluta, mas também venceu os inimigos da Autonomia, todos aqueles que pretendem subjugar, de novo, o Povo Madeirense.

 

2.      Afinal, em política também há gratidão

 

É costume dizer-se que em política não há gratidão. Porém, as eleições do dia 9 de Outubro demonstraram o contrário. Com efeito, a propósito destas eleições, houve como que uma conjunção planetária para derrubar o Dr. Alberto João Jardim. Os ataques surgiram de todos os lados, numa tentativa de denegrir o político e a obra e fazer esquecer a dedicação, a ousadia, a clarividência e a determinação com que vem governando a Madeira e tem defendido os nossos direitos e legítimos interesses, nas instâncias nacionais e internacionais, durante mais de três décadas. De repente, de todos os lados, apareceram críticas à sua governação, ao endividamento da Região, esquecendo-se que este foi imposto pela necessidade inadiável de arrancar a Madeira ao atraso ancestral em que a deixaram a dominação colonial de séculos e os quarenta anos de Estado Novo, catapultando-a para os mais elevados patamares de desenvolvimento, progresso e qualidade de vida. E, mais recentemente, pelo garrote financeiro que Sócrates e Teixeira dos Santos impuseram à Madeira. Houve mesmo quem, à falta de pretexto para acusarAlberto João Jardimde corrupção, quisesse condená-lo por simples irregularidades no processamento das contas da Região. Até o Senhor Procurador-Geral da República, mal foi tornada pública a dívida da Região, mandou instaurar um inquérito para apuramento de eventuais responsabilidades criminais. O mesmo Procurador-Geral que tudo fez para proteger o primeiro-ministro José Sócrates, de má memória, não só ignorando a ocultação, sub-orçamentação e deslizamento de défices, mas sobretudo na indisfarçável subserviência e parcialidade com que acompanhou os processos que envolviam o anterior primeiro-ministro, esses sim baseados em acusações de cariz criminal. Foi, pois, montada uma conspiração de largo espectro que tinha em vista o assassinato político do nosso Presidente e até a sua incriminação.

Ora, o eleitorado, na expressão livre e esclarecida do seu voto, ao escolher o Dr.Alberto João Jardimpara continuar a dirigir os destinos da nossa Região Autónoma, quis também dar prova do seu sentido de justiça e exprimir um elevado sentimento de gratidão pelo contributo único e insuperável que o Dr.Alberto João Jardimvem dando na construção da “Madeira Nova”.

 

3.      Consequências da guerra contra a Madeira

 

A guerraque foi movida contra a Madeira, a propósito da dívida da Região, constituiu o mais grave exercício de irresponsabilidade política de que há memória na história democrática recente e também um descarado desvirtuamento das regras do jogo democrático.

De facto, o ataque à Madeira, levado a cabo por uma multidão de pessoas e entidades - responsáveis políticos, no activo e na reforma, comentadores, analistas, jornalistas, forças políticas, órgãos de comunicação social, sindicatos, empresários, académicos - todas assumindo uma postura crítica em relação à situação financeira e económica da nossa Região, formulando juízos infundados e até mesmo injuriosos sobre a obra feita e sobre aqueles que ao longo do tempo protagonizaram o sucesso da nossa experiência autonómica, ousando mesmo assacar responsabilidades criminais contra eles; esse ataque, fracturante da Nação Portuguesa, pondo portugueses contra portugueses, continentais contra madeirenses, redundou no mais rude e irresponsável golpe alguma vez vibrado na coesão e unidade nacionais.

Mas o que se passou durante a campanha para as regionais de 9 de Outubro foi também o mais grave atentado contra o Estado democrático verificado durante a vigência da Constituição de 1976. Os autores daquele ataque sabiam (e queriam) que, ao procederem assim, estavam a praticar uma grave e inadmissível interferência no processo eleitoral que decorria na Região Autónoma da Madeira. Apoiaram e incentivaram todas as forças políticas que se opunham ao PSD-Madeira e ao seu Presidente e, dessa forma, distorceram a realidade e influenciaram, através de um terrorismo verbal sem precedentes, o resultado eleitoral.

Tais pessoas e entidades, agora remetidas ao silêncio, perderama guerracontra a Madeira e, com a sua irresponsabilidade e conduta anti-democrática, abriram feridas talvez insaráveis. Apenas se deixaram mover por sentimentos mesquinhos de révanche política. Num momento tão difícil da nossa História, não pensaram em Portugal, não cuidaram de manter unida e coesa a Nação Portuguesa.

Lamento que alguns daqueles que tinham um especial dever de solidariedade para com o PSD-Madeira, para com o seu Presidente, para com o Partido da Autonomia, para com os sucessos da governação social-democrata na Região, se tivessem colocado do lado dos que nos atacaram e que, em vez de celebrarem connosco a vitória do dia 9 de Outubro, se tenham misturado tristemente com os derrotados.  

 

 

publicado por domaràserra às 16:40
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