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Quarta-feira, 6 de Abril de 2016

LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA

Artigo de opinião publicado na edição do JM de 04 de Abril de 2016

 

É prova de isenção reconhecer o mérito e a pertinência de o Grupo Parlamentar do PSD-M ter agendado potestativamente um debate sobre a violência doméstica e de o Governo Regional ter elegido o combate a essa praga social entre os seus objectivos prioritários. É de saudar também o empenho com que os outros partidos com assento parlamentar se têm ocupado desta questão, bem como o valioso trabalho de pessoas e instituições no mesmo sentido.

Se abordo o tema em artigo de opinião é por entender que o problema da violência não se restringe apenas ao âmbito doméstico, nem se esgota na mera violência física. Por outras palavras, defendo uma abordagem holística do tema, que tenha em conta todas as formas de violência e respeite a todas as pessoas vítimas de violência. Sempre considerei redutora a ideia de que as nossas preocupações devem centrar-se em determinadas categorias de pessoas – excepção feita às crianças e idosos – e focar-se apenas em certos contextos ou em certos tipos de violência.

Sendo mais claro e preciso, o que eu pretendo dizer é que, mesmo em contexto doméstico, além da comummente invocada violência dos homens sobre as mulheres, há também violência das mulheres sobre os homens, mesmo física, e que há violência só entre homens ou só entre mulheres no contexto das uniões de pessoas do mesmo sexo. Considero errado abordar a questão da violência em termos de género ou de forma meramente quantitativa, dando-se a ideia de que há violências mais violentas ou menos violentas do que outras. É por isso que rejeito qualquer abordagem deste tema centrada apenas na violência física, esquecendo-se a violência psicológica, quando esta pode assumir, por vezes, aspectos de inegável crueldade e também pode ter efeitos letais sobre a vítima.

À parte a questão dos princípios e valores que se coloca a montante e que se encontra nas origens profundas do problema – e que não deve nunca ser escamoteada -, entendo que a luta contra a violência só será eficaz se inserida no combate a todas as formas de constrangimento. É que o antónimo de felicidade não é infelicidade, é o constrangimento. Onde há constrangimento não pode haver felicidade e, quase sempre, o gérmen da violência está no constrangimento que, por toda a parte e de diferentes formas, asfixia a liberdade e compromete a alegria de viver.

Nota: Não refiro neste contexto a violência sobre os animais por entender que esta se coloca num plano ontológico completamente diferente do da violência sobre as pessoas.

publicado por domaràserra às 16:48
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