O nome do blog é retirado de uma estrofe do Hino da Madeira, o que indicia, desde logo, a minha matriz política de origem madeirense.

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Terça-feira, 28 de Novembro de 2017

O SORRISO DOS POLÍTICOS (I)

Artigo de opinião publicado na edição do JM de 24 de Novembro de 2017

 

  1. Âmbito temático

Há muito que venho reparando no sorriso dos políticos, em especial dos que ocuparam ou do que ocupa o cargo de primeiro-ministro. E, dentro destes, tem-me prendido particularmente a atenção o sorriso dos primeiros-ministros socialistas, já que, no quadro da política-espectáculo que é timbre dos socialistas, o sorriso é mais frequente, para não dizer constante, e parece desempenhar uma função especial no tacticismo que caracteriza tal modo de fazer política.

Analisemos, então, o sorriso dos dois últimos socialistas que desempenharam o cargo de primeiro-ministro, António Guterres e José Sócrates, e o sorriso do socialista (?) que exerce actualmente a função de primeiro-ministro, António Costa.

  1. O sorriso de Guterres

Começo por notar um traço comum ao sorriso dos três referidos políticos: nos dois primeiros anos de exercício do cargo o sorriso é frequente e exuberante, mas, com o decurso do tempo, vai-se desvanecendo e desaparece de todo quando se entra na fase crítica, para não dizer desastrosa, da governação.

O sorriso de Guterres era um sorriso iluminado, quase beatífico e por vezes ingénuo. Era um sorriso sem malícia, mas tão frequente que, de mistura com o seu verbo fácil, lhe granjeou a bem humorada alcunha de “picareta falante”. Apesar do sorriso, Guterres nunca conseguiu ganhar uma maioria absoluta ou formar um governo com apoio maioritário no Parlamento. É verdade que, no seu segundo mandato, esteve bem perto de o conseguir, mas ficou-se por um inédito empate (115 deputados do PS e 115 do conjunto dos partidos da oposição). Com alguns malabarismos à mistura, os seus governos lá iam sobrevivendo, nomeadamente, quando o voto favorável de um deputado do CDS-PP permitiu salvar um dos seus orçamentos de Estado, que ficou conhecido como o Orçamento Limiano. Guterres mostrou algum incómodo por este negócio, mas não deixou de exibir um sorriso vitorioso.

E Guterres continuou a sorrir até que uma derrota eleitoral numas eleições autárquicas e as dificuldades com que o seu governo se debatia ao fim de dois anos de governação perdulária e insensata tiraram-lhe a vontade de sorrir e, à vista do pântano, resignou triste e cabisbaixo…

  1. O sorriso de Sócrates

Em Sócrates, o sorriso, como escrevi na altura, na era um sorriso, mas um disfarce, um misto de aparente satisfação e de cinismo. O deslumbramento do poder, baseado numa maioria absoluta caída do céu não se sabe como, dava-lhe razões para sorrir. Mas, à medida que o “animal feroz” se foi revelando, eram mais frequentes as fúrias do que os sorrisos. Embalado pelo esplendor do poder e pelas fantasiosas realizações do seu governo, Sócrates apresentava-se, por esse país fora, num faustoso palco ambulante, que muito caro saiu ao erário público, exibindo um sorriso sobranceiro, às vezes trocista, mas lamentavelmente convincente para a maioria dos portugueses. Sorriu até ao fim do seu primeiro mandato, mas a perda da maioria absoluta nas legislativas de 2009 esmoreceu-lhe a vontade de sorrir. Mesmo assim, continuou a sorrir quando representava a farsa de querer formar um governo maioritário, ironizando que falara com cada um dos partidos da oposição, mas que nenhum deles se mostrou interessado, como se uma manobra dessas pudesse ser levada a sério… e rematava, simulando pena: “tentei, mas não consegui”! De facto, Sócrates não era homem de consensos; para ele só o exercício solitário e autoritário do poder interessava.

Sócrates sorria e ufanava-se dos negócios milionários que conseguia nas suas frequentes deslocações ao estrangeiro, alguns deles graças à amizade que mantinha com Kadhafi, Hugo Chaves e outros de regimes similares. É de todos conhecida a ridícula e ineficaz publicidade que fez, numa Cimeira Ibero-americana, do célebre computador Magalhães de fabrico português, mas que de português só tinha a consola. Também sorriu, com um sorriso infantil de menino de escola, quando reconheceu que tinha fumado a bordo de um avião e pediu desculpa aos portugueses, dizendo: “…mas prometo que a partir de hoje vou deixar de fumar”! Sorriu como um adolescente na Cimeira da NATO e na assinatura do Tratado Europeu, que ficou na história como o Tratado de Lisboa, como se tudo isso fosse obra sua.

Nota: continua numa próxima edição.

publicado por domaràserra às 09:09
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