O nome do blog é retirado de uma estrofe do Hino da Madeira, o que indicia, desde logo, a minha matriz política de origem madeirense.

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Quinta-feira, 17 de Março de 2016

PRESIDÊNCIA EXEMPLAR

Artigo de opinião publicado na edição do JM de 08 de Março de 2016

 

O atual Presidente da República cessa funções no próximo dia 9 de Março. É pois oportuno dar a minha opinião sobre o modo como exerceu o seu alto cargo.

 

O Presidente cumpriu os seus dois mandatos numa conjuntura particularmente difícil, diria mesmo adversa. Lidou com um primeiro-ministro, com as características que todos conhecem, que foi forçado a apresentar o seu pedido de demissão por ter levado o país à beira da bancarrota, abrindo uma crise política que obrigou o Presidente a dissolver o Parlamento e a convocar eleições. Exerceu a sua magistratura durante o período em que Portugal esteve sob assistência financeira internacional e em que o Governo português foi obrigado a executar um pesado programa de austeridade. Teve de enfrentar as vicissitudes que caracterizaram a formação do actual governo da República. Em todas estas situações o Presidente atuou de acordo com o que lhe era imposto pela Constituição, tendo sempre em vista o interesse nacional, sendo injurioso atribuir-lhe qualquer intenção de natureza partidária. Esforçou-se ao máximo por encontrar as melhores soluções políticas para o País, mas tais soluções foram sempre bloqueadas por estratégias político-partidárias de alguns dos intervenientes. Teve de lidar com os diplomas sobre as “causas fraturantes” – liberalização do aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo, mudança de sexo dos transsexuais, adopção por casais homossexuais -, que lhe terão colocado melindrosos problemas de consciência e suscitado questões ponderosas de natureza jurídica, científica e ética, que não deixou de assinalar nas mensagens de veto enviadas ao Parlamento. Suportou com elevação e serenidade a hostilidade com que foi tratado por parte de alguns responsáveis políticos, órgãos de comunicação, analistas, comentadores e populares arruaceiros, não havendo memória de um Presidente da República que tenha sido tão injustamente caluniado, injuriado e desrespeitado, só por ser coerente com os seus princípios e valores e nunca se ter desviado da defesa intransigente do superior interesse nacional.

 

Apesar desse ambiente hostil, o Presidente cumpriu de forma exemplar a sua missão. Contatou com todos os sectores da sociedade portuguesa e manteve uma postura institucional e isenta com responsáveis políticos, titulares de cargos públicos ou dirigentes dos partidos da oposição. Não se deixou enclausurar no Palácio de Belém, antes abriu as suas portas ao povo nos feriados do 25 de Abril, e manteve um contato frequente com o País real. Serviu-se das novas tecnologias para mais facilmente comunicar com os portugueses e, através dos vários roteiros que levou a cabo, relacionou-se com pessoas, instituições e entidades públicas e privadas e, de uma forma genuína e solidária, preocupou-se especialmente com os mais desfavorecidos ou carenciados. Nesses roteiros, exaltou tudo o que de bom acontecia em Portugal, propiciando às pessoas razões de esperança num futuro melhor. Sempre olhou para Portugal como um todo, para o Portugal inteiro, integrado pelo Continente, Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores e Comunidades Portuguesas no estrangeiro. Em momentos de crise, foi mesmo o único interlocutor válido na defesa dos interesses da Madeira.

 

No domínio da política externa, o Presidente seguiu com especial atenção todos os dossiês relevantes, em especial os respeitantes às áreas de maior interesse estratégico para Portugal. Definiu com particular rigor a sua agenda externa, escolhendo os destinos das suas viagens de acordo com os interesses específicos de Portugal e foi com particular empenho que se relacionou com as Comunidades Portuguesas no estrangeiro. Através da sua acção e com o seu prestígio como governante e economista, o Presidente foi um importante factor de credibilidade externa.

 

O Presidente foi exemplar na maneira como tratou as questões da defesa e segurança. Na sua dupla qualidade de Presidente da República e de Comandante Supremo das Forças Armadas, acompanhou de perto e com particular interesse os assuntos respeitantes à defesa nacional e os respectivos processos legislativos e analisou com especial cuidado todos os empenhamentos de forças nacionais em missões no estrangeiro, sempre atento ao desempenho dos militares portugueses nos diferentes teatros de operações.

 

O discurso que proferiu no último 25 de Abril pode considerar-se o seu testamento político (vide Diário da AR, I Série, n.º79, de 27.04.15). Esse discurso notável devia ser lido e relido por todos os portugueses. Aí reencontrar-se-iam com o Homem de Estado que nos últimos quarenta anos melhor interpretou e defendeu o interesse nacional e com a sua visão de futuro. Felizmente que Cavaco Silva deixa uma publicação designada «Roteiros», num total de dez volumes, que são testemunho do seu pensamento e da sua acção. Tenho a certeza de que ficará na História de Portugal como tendo exercido uma presidência exemplar.

publicado por domaràserra às 11:47
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