O nome do blog é retirado de uma estrofe do Hino da Madeira, o que indicia, desde logo, a minha matriz política de origem madeirense.

.posts recentes

. A INEVITÁVEL VITÓRIA DA V...

. A INEVITÁVEL VITÓRIA DA V...

. EM DEFESA DA VIDA - CONTR...

. RUI RIO FADADO PARA VENCE...

. PERFIL DO NOVO LÍDER DO P...

. O SORRISO DOS POLÍTICOS (...

. O SORRISO DOS POLÍTICOS (...

. ZONA FRANCA – “AUTOEUROPA...

. HELICÓPTEROS “CLANDESTINO...

. OS PROCESSOS INCONCLUSIVO...

.arquivos

. Junho 2018

. Março 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Maio 2017

. Março 2017

. Janeiro 2017

. Novembro 2016

. Setembro 2016

. Julho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Setembro 2015

. Maio 2015

. Fevereiro 2015

. Julho 2014

. Maio 2014

. Dezembro 2013

. Junho 2013

. Abril 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Julho 2012

. Maio 2012

. Março 2012

. Novembro 2011

. Setembro 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Março 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Maio 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Junho 2009

. Abril 2009

. Março 2009

Quinta-feira, 19 de Outubro de 2017

ZONA FRANCA – “AUTOEUROPA” DA RAM?

Artigo de opinião publicado na edição do JM de 23 de Setembro de 2017

 

Como assim? Perguntarão os leitores. De facto, parece pouco verosímil associar duas realidades tão distintas. É certo que, do ponto de vista dos objectivos e organização, o CINM e a Autoeuropa têm pouco a ver entre si. Mas se olharmos ao impacto que estas duas entidades têm sobre o meio em que actuam, passaremos a perceber porque é que considero a nossa Zona Franca uma espécie de “Autoeuropa” da Região Autónoma da Madeira. E se olharmos para os processos de destruição que lhes movem certas forças políticas, então a similitude torna-se evidente.

Quanto ao impacto sobre o meio em que desenvolve a sua actividade, a Autoeuropa, para além de ser uma empresa exemplar do ponto de vista social, tem uma enorme relevância em termos de emprego, já que dispõe de 3 295 trabalhadores ao seu serviço, prevendo-se que, em 2018, ultrapassará os 5 300; é uma empresa chave para manter e aumentar o nível das nossas exportações e constitui um inegável factor de credibilidade do nosso país no que toca à atracção do investimento estrangeiro, sem falarmos do contributo que dá para a formação e valorização profissional dos seus trabalhadores.

Por seu lado, o CINM com a sua Zona Franca Industrial, o Registo Internacional de Navios (MAR) e os seus Serviços Internacionais, gera mais de 2000 postos de trabalho, na sua maioria qualificados, coloca a Madeira na rota das inúmeras empresas que nele operam, sendo mais um factor de promoção da RAM no resto do país e no estrangeiro, de atracção de novos investimentos e de globalização da nossa frágil economia e dá um significativo contributo para as receitas da Região. O Registo Internacional de Navios (MAR), embora sediado na RAM, tem repercussão nacional, fazendo de Portugal detentor de um dos mais importantes registos de navios ao nível europeu, com as vantagens inerentes. É por tudo isto que me parece apropriado considerar o CINM (Zona Franca Industrial, MAR e Serviços Internacionais) a nossa “Autoeuropa”.

Pela sua reconhecida importância estratégica, quer do ponto de vista económico, mas também do ponto de vista político, não surpreende que ciclicamente se agitem as águas e surja quem queira dar cabo da Autoeuropa e, até com mais frequência, do CINM. Neste momento, a Autoeuropa está a braços com um grave problema de contestação interna por parte dos seus trabalhadores, orquestrada por um sindicato ligado à CGTP, que pode matar, para milhares de pessoas, a galinha dos ovos de ouro. O CINM, nomeadamente a sua Zona Franca, continua na mira de políticos irresponsáveis, afectos ao Bloco de Esquerda, e também da eurodeputada socialista Ana Gomes. A agitação na Autoeuropa tem sido fomentada pelo Partido Comunista, mais preocupado em ganhar votos nas próximas eleições autárquicas e em jogar forte na preparação do Orçamento do Estado para 2018, do que com a manutenção dos postos de trabalho na Autoeuropa e nas empresas que com esta contratam, com a sobrevivência de tais empresas, com o rombo que a deslocalização da Autoeuropa causaria nas nossas exportações e na economia do país. E perante esta ameaça, o governo central, tão interventivo em tudo quanto é privado, tem-se mantido, ao que parece, de braços cruzados.

No caso do CINM, a questão é sobretudo ideológica. O BE e a eurodeputada Ana Gomes, deturpando a realidade, num misto de ignorância e má fé, sempre consideraram a Madeira um paraíso fiscal, uma offshore, incluindo-a entre as demais que ilegitimamente existem por esse mundo fora. Aproveitando-se da sua ligação a organizações ou movimentos internacionais, o BE e Ana Gomes vêem nessa luta contra o CINM um nicho de notoriedade e não deixam a Madeira em sossego, causando graves danos ao funcionamento da nossa Zona Franca, prejudicando a sua imagem em Portugal e no estrangeiro e pondo mesmo em causa a sua sobrevivência no futuro.

Seria interessante saber o que é que pensam o Governo da República, em especial o seu chefe, e o Partido Socialista, sobre tudo isto? Como explicar que a guerra movida contra a Autoeuropa e contra o CINM seja levada a cabo sob a égide de dois partidos (+ o PS, que nada diz sobre a actuação da sua deputada Ana Gomes) que fazem parte da Geringonça e são suporte indispensável do governo de Portugal? Ter-se-ão esquecido da defesa do interesse nacional e da solidariedade devida à Região Autónoma da Madeira?

 

 

publicado por domaràserra às 12:04
link do post | comentar | favorito

.Manuel Correia de Jesus

.pesquisar

 

.Junho 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
blogs SAPO

.subscrever feeds